Creio ser consenso que, dentre as questões negativas do funcionamento da economia (sob o enfoque da produção de bens e serviços para o aumento do bem-estar) as seguintes encontram-se entre as principais: o desemprego, a inflação e a variação, baixa ou nula, do rendimento real (descontado o efeito da inflação) individual parcela, por indivíduo, da renda familiar.
Recentemente,
tornou-se motivo de debate, a contradição entre as evidências de melhoria das
variáveis relacionadas com essas questões – o crescimento do Produto Interno
Bruto, o nível baixo da inflação anual, a baixa taxa de desemprego, entre
outros – e as pesquisas, com fins de avaliação eleitoral, indicadoras de
aprovação insatisfatória da atuação do governo federal.
Naturalmente,
nesta reflexão, procurou-se olhar sobretudo o desempenho da economia, medido
pelo crescimento do PIB (Produto Interno Bruto).
Dois
aspectos sobressaíram em termos de comparação:
A.
o retrospecto presente na
memória das pessoas com maior idade, onde estão registradas médias de
crescimento anual do PIB da ordem de 7% ou mais, durante algumas décadas;
B.
o desempenho do Brasil em
comparação com o de outros países, como o caso da China, que apresentou taxas
de crescimento anuais superiores a 10% em anos seguidos.
Dois
conjuntos de informações resumidas podem ser apresentados aqui acerca dessas
questões. Eles são resultados dos diálogos mantidos sobre o tema com o ChatGPT
ao escrever estas observações:
1.
O primeiro conjunto refere-se ao
Brasil e reúne os principais dados da Carta de Conjuntura do IPEA (Instituto de
Pesquisa Econômica Aplicada) (número 71, Nota de Conjuntura 24, 2º trimestre de
2026):
a. “...
os dados do primeiro trimestre indicam que a economia brasileira começou o ano
de 2026 em aceleração, com crescimento de 1,8% em relação ao primeiro trimestre
de 2025...”.
b. “Não
será surpresa, em particular, se o crescimento da economia neste ano vier a ser
próximo ou maior do que o verificado em 2025, mesmo com as taxas de juros reais
em patamares historicamente muito altos.”
c. “A
explicação mais plausível para essa dinâmica, a nosso ver, é dada pela
conjunção do baixo poder da política monetária sobre a atividade doméstica com
uma política fiscal caracterizada por gastos de natureza social elevados e
crescentes, com impactos diretos sobre o mercado de trabalho, tanto pelo lado
da oferta quanto pelo lado da demanda.”
2. Outra fonte, também de previsões para o Brasil, vem
do Fundo Monetário Internacional, que estima alta de 2,4% do PIB em 2026, ante
os 1,9% previstos em abril; e de 2,2% em 2027, acima dos 2% anteriormente
projetados. (Segundo Tatiana Carlotti, do Fórum 21 – Portal das Esquerdas – 9/7/2026):
“As novas
estimativas colocam o FMI acima das projeções do próprio governo brasileiro e
do mercado. O Ministério da Fazenda prevê crescimento de 2,3% em 2026, o Banco
Central estima 2%, enquanto o Boletim Focus projeta 1,99% em 2026 e 1,69% em
2027.”
O relatório também trouxe
atualizações para outras economias. O FMI manteve a previsão de
crescimento dos Estados Unidos em 2,3% em 2026 e elevou a
estimativa para 2,2% em 2027. Para a China, a projeção passou para
4,6% em 2026 e 4,1% em 2027. A Índia deverá crescer 6,4% em
2026 e 6,7% em 2027. Na Zona do Euro, a previsão para 2026 caiu de
1,1% para 0,9%, enquanto a estimativa para 2027 foi mantida em 1,2%. Já para
a América Latina e o Caribe, o Fundo projeta expansão de 2,4% em
2026 e 2,7% em 2027, em meio a um cenário global marcado por riscos
relacionados aos conflitos no Oriente Médio, à fragmentação do comércio
internacional e às incertezas sobre o avanço da inteligência artificial.
Infere-se
dos dados acima que a situação atual do Brasil, em termos de crescimento
econômico, é similar à do Ocidente (Estados Unidos, Zona do Euro e América
Latina e Caribe), cabendo aos dois grandes países da Ásia crescimento bem
superiores aos do Ocidente.
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