10/07/2026

CRESCIMENTO ECONÔMICO DO BRASIL E DO RESTO DO MUNDO

 

Creio ser consenso que, dentre as questões negativas do funcionamento da economia (sob o enfoque da produção de bens e serviços para o aumento do bem-estar) as seguintes encontram-se entre as principais: o desemprego, a inflação e a variação, baixa ou nula, do rendimento real (descontado o efeito da inflação) individual parcela, por indivíduo, da renda familiar.

Recentemente, tornou-se motivo de debate, a contradição entre as evidências de melhoria das variáveis relacionadas com essas questões – o crescimento do Produto Interno Bruto, o nível baixo da inflação anual, a baixa taxa de desemprego, entre outros – e as pesquisas, com fins de avaliação eleitoral, indicadoras de aprovação insatisfatória da atuação do governo federal.

Naturalmente, nesta reflexão, procurou-se olhar sobretudo o desempenho da economia, medido pelo crescimento do PIB (Produto Interno Bruto).

Dois aspectos sobressaíram em termos de comparação:

A.    o retrospecto presente na memória das pessoas com maior idade, onde estão registradas médias de crescimento anual do PIB da ordem de 7% ou mais, durante algumas décadas;

B.    o desempenho do Brasil em comparação com o de outros países, como o caso da China, que apresentou taxas de crescimento anuais superiores a 10% em anos seguidos.

Dois conjuntos de informações resumidas podem ser apresentados aqui acerca dessas questões. Eles são resultados dos diálogos mantidos sobre o tema com o ChatGPT ao escrever estas observações:

1.     O primeiro conjunto refere-se ao Brasil e reúne os principais dados da Carta de Conjuntura do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) (número 71, Nota de Conjuntura 24, 2º trimestre de 2026):

a.      “... os dados do primeiro trimestre indicam que a economia brasileira começou o ano de 2026 em aceleração, com crescimento de 1,8% em relação ao primeiro trimestre de 2025...”.

b.      “Não será surpresa, em particular, se o crescimento da economia neste ano vier a ser próximo ou maior do que o verificado em 2025, mesmo com as taxas de juros reais em patamares historicamente muito altos.”

c.      “A explicação mais plausível para essa dinâmica, a nosso ver, é dada pela conjunção do baixo poder da política monetária sobre a atividade doméstica com uma política fiscal caracterizada por gastos de natureza social elevados e crescentes, com impactos diretos sobre o mercado de trabalho, tanto pelo lado da oferta quanto pelo lado da demanda.”

 

2.       Outra fonte, também de previsões para o Brasil, vem do Fundo Monetário Internacional, que estima alta de 2,4% do PIB em 2026, ante os 1,9% previstos em abril; e de 2,2% em 2027, acima dos 2% anteriormente projetados. (Segundo Tatiana Carlotti, do Fórum 21 – Portal das Esquerdas – 9/7/2026):

“As novas estimativas colocam o FMI acima das projeções do próprio governo brasileiro e do mercado. O Ministério da Fazenda prevê crescimento de 2,3% em 2026, o Banco Central estima 2%, enquanto o Boletim Focus projeta 1,99% em 2026 e 1,69% em 2027.”

O relatório também trouxe atualizações para outras economias. O FMI manteve a previsão de crescimento dos Estados Unidos em 2,3% em 2026 e elevou a estimativa para 2,2% em 2027. Para a China, a projeção passou para 4,6% em 2026 e 4,1% em 2027. A Índia deverá crescer 6,4% em 2026 e 6,7% em 2027. Na Zona do Euro, a previsão para 2026 caiu de 1,1% para 0,9%, enquanto a estimativa para 2027 foi mantida em 1,2%. Já para a América Latina e o Caribe, o Fundo projeta expansão de 2,4% em 2026 e 2,7% em 2027, em meio a um cenário global marcado por riscos relacionados aos conflitos no Oriente Médio, à fragmentação do comércio internacional e às incertezas sobre o avanço da inteligência artificial.

 

Infere-se dos dados acima que a situação atual do Brasil, em termos de crescimento econômico, é similar à do Ocidente (Estados Unidos, Zona do Euro e América Latina e Caribe), cabendo aos dois grandes países da Ásia crescimento bem superiores aos do Ocidente.

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