10/07/2025

Brasil em um Momento Decisivo: Liderança Global e Defesa da Democracia Interna

Brasil sob Pressão: Liderança Internacional e Desafios à Democracia Interna

Julho de 2025 tem sido um mês decisivo para o Brasil no cenário global e nacional.

No plano internacional, o país reafirma seu protagonismo em iniciativas que buscam construir uma ordem mundial mais equilibrada. No plano interno, enfrenta desafios institucionais importantes e, de forma grave, ingerências externas em sua vida política.

Brasil na Geopolítica: a Cúpula do BRICS e a busca por autonomia

A realização da Cúpula do BRICS no Rio de Janeiro colocou o Brasil no centro das atenções mundiais. O evento fortaleceu a articulação entre economias emergentes em torno de:

  • um comércio menos dependente do dólar, privilegiando moedas locais;
  • autonomia tecnológica e energética, com investimentos conjuntos;
  • e propostas de reforma das instituições multilaterais, como a ONU e o FMI, buscando mais equilíbrio nas relações globais.

O governo brasileiro, ao sediar a cúpula, manteve uma postura de equilíbrio: reforçou laços com China, Índia, Rússia, África do Sul e os novos integrantes do BRICS, mas defendeu também o diálogo aberto com União Europeia e Estados Unidos. A mensagem central foi clara: o Brasil quer um mundo multipolar e cooperativo, sem hegemonismos.

Tensões entre os Poderes no Brasil: conflitos e judicialização

Internamente, o cenário político tem sido marcado por disputas entre o Poder Executivo e parte do Congresso Nacional, que tenta barrar medidas do governo em áreas sensíveis:

  • tributação sobre grandes fortunas,
  • proteção ambiental,
  • e regulamentação da atuação das redes sociais.

Diante de tentativas parlamentares de suspender atos do Executivo — instrumentos legítimos, mas politicamente usados de forma obstrutiva — o governo recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF). Assim, temas cruciais têm sido resolvidos pela via judicial, reacendendo debates sobre a chamada “judicialização da política”.

O pano de fundo é a resistência de setores bolsonaristas, que, mesmo após as eleições e a posse do novo governo, mantêm forte influência no Congresso e nas redes sociais.

Agressão à soberania brasileira: a carta de Trump

O episódio mais grave desta semana foi a carta enviada por Donald Trump ao presidente Lula em 8 de julho de 2025. No texto, Trump:

  • ataca o sistema de Justiça brasileiro, alegando que Bolsonaro e seus aliados estão sendo perseguidos injustamente;
  • desqualifica o sistema eleitoral do Brasil, repetindo acusações falsas já rejeitadas por auditorias e observadores internacionais;
  • e acusa o Judiciário de censurar a liberdade de expressão, ao responsabilizar pessoas e redes por crimes contra a democracia.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), as tentativas de golpe no Brasil foram articuladas ainda em 2022, durante as eleições, e se estenderam por 2023 e 2024, com reuniões clandestinas, minutas de decretos ilegais e ações para desestabilizar o regime democrático.

A carta de Trump configura uma grave ingerência nos assuntos internos do Brasil, violando princípios elementares do direito internacional e da convivência civilizada entre Estados.

O governo brasileiro respondeu de forma serena e firme, reafirmando o respeito à independência dos Poderes e a solidez das instituições democráticas do país.

O que está em jogo

Vivemos um momento em que o Brasil:

  • busca autonomia e liderança no cenário global, sem submissões a potências tradicionais;
  • enfrenta, dentro de casa, a difícil tarefa de consolidar políticas públicas sob um Congresso dividido e um ambiente social polarizado;
  • e sofre a ação coordenada de redes autoritárias internacionais, que tentam interferir no processo político nacional.

O desafio não é pequeno. Mas a resposta deve ser clara: soberania nacional e democracia não estão em negociação.


[Observação: a publicação deste post contou com a colaboração do ChatGPT, na indicação de formas mais acessíveis de leitura]

04/07/2025

MERCADO DE TRABALHO EM 2025: emprego formal cresce e renda sobe acima da inflação

 

[Nota 3 da série NOTAS SOBRE CONJUNTURA E ESTRUTURA ECONÔMICAS BRASILEIRAS]

4 de julho de 2025

 

Como anda o emprego no Brasil? Em meio a debates sobre juros, crescimento econômico e desigualdade social, o mercado de trabalho tem mostrado sinais de melhora importantes. A Carta de Conjuntura do IPEA ajuda a entender melhor esses avanços e seus limites. Nesta Nota, destacamos os principais dados e refletimos sobre o que eles significam.

 

Conceitos básicos: o que é o mercado de trabalho

 

A Carta de Conjuntura do IPEA de 26 de julho último abordou o desempenho do mercado de trabalho (emprego e desemprego) e a Carta de 25 de julho havia apresentado o comportamento dos rendimentos do trabalho. A síntese feita nesse número da Carta, com o título “Desempenho recente do mercado de trabalho”, é muito útil para as nossas reflexões: “O mercado de trabalho brasileiro segue demonstrando trajetória bastante favorável, caracterizada por uma taxa de desocupação em níveis historicamente baixos, refletindo, sobretudo, o bom desempenho da população ocupada. Adicionalmente, os aumentos dos rendimentos reais e o recuo do desalento e do desemprego de longo prazo ajudam a completar este cenário de forte dinamismo.”

Quando falamos em “mercado de trabalho”, tratamos da relação entre quem oferece sua força de trabalho (trabalhadores) e quem demanda essa força (empresas e governo). Em uma economia capitalista, nem sempre há equilíbrio: pode faltar emprego para todos, gerando desemprego e situações como o desalento.

Como as decisões econômicas no modo de produção capitalista buscam, sobretudo, atender ao consumo individual, cuja produção gera o lucro, nem sempre há vagas suficientes para todos que querem trabalhar. Por isso, surge o desemprego..

Se fossem também, as necessidades coletivas, o foco das decisões macroeconômicas, como ocorre em sociedades com o modo de produção socialista, o objetivo de pleno emprego reduziria ao mínimo possível a desocupação e, consequentemente, as condições de vida precárias típicas de ambiente de alto desemprego, se não houver pronto e suficiente seguro-desemprego.

A Carta refere-se também ao desalento, que ocorre quando não há dinamismo na oferta de oportunidades de emprego. No caso do segundo trimestre de 2025 analisado, além do recuo do desalento, o texto registra aumentos dos rendimentos reais, isto é, salários médios se elevando acima da inflação.


Emprego formal e informal: diferenças que importam

 

Mencionem-se os elementos que definem a ocupação e a desocupação:

1. ocupação formal compreende o trabalhador com carteira nos setores privado e público, os militares e estatutários, o trabalhador doméstico com carteira, o empregador com Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e por conta própria com CNPJ.

2. ocupação informal compreende o trabalhador sem carteira nos setores privado e público, o trabalhador doméstico sem carteira, o empregador sem CNPJ, o trabalhador por conta própria sem CNPJ e o trabalhador familiar.

Esses aspectos da atividade econômica – emprego ou desemprego da população -, sobretudo sua relação com o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB), tratado na primeira destas Notas, dizem respeito às condições fundamentais de vida.

Essas condições constituem o objetivo maior das pessoas, seja nas suas iniciativas de atividades privadas, seja na sua atuação, como cidadãos, no esforço político de levar o Estado à oferta dos bens e serviços coletivos, seu papel definido na Constituição Federal. Esta oferta é fundamental, sobretudo por causa da desigualdade entre as várias camadas da população, desde os miseráveis até os super ricos.

 

Comportamento das variáveis do mercado de trabalho nos doze meses até abril de 2025

 

No mês de abril, retirados os efeitos das estações do ano (dessazonalização), a taxa de desocupação, 6,1%, segundo o IPEA em sua Carta de Conjuntura, utilizando os dados do IBGE, a menor taxa desde janeiro de 2012, quando começou a construção da série da taxa de desocupação.

Aspecto significativo do crescimento da ocupação é o crescimento (no mesmo período de doze meses) do emprego formal, 3,6%, comparado ao do emprego informal, 1,5%.

Um outro dado importante destacado em sua Carta pelo IPEA diz respeito à mais baixa taxa de participação do mercado de trabalho brasileiro. Essa taxa é a relação percentual as pessoas ocupadas ou procurando emprego e a população em idade de trabalhar


Rendimentos: ganhos reais para os trabalhadores

 

Uma conclusão a ser destacada na análise feita pelo IPEA está contida no seguinte trecho da sua Carta de Conjuntura:

“Por fim, os dados mostram que, como esperado, diante do bom dinamismo do mercado de trabalho, os rendimentos médios reais vêm mantendo uma trajetória de alta há vários trimestres. Segundo a PNAD Contínua, no trimestre móvel encerrado em abril, os rendimentos médios reais habitualmente e efetivamente recebidos chegaram a R$ 3.426,00 e a R$ 3.487,00, acelerando 3,2% e 3,4%, respectivamente, na comparação interanual.”

 

Uma conclusão que aponta para o papel do Estado

 

Os dados mostram um mercado de trabalho que vem se recuperando, com queda no desemprego e alta real nos salários. Mas desafios permanecem: o crescimento do emprego informal ainda preocupa, e a desigualdade social continua sendo um obstáculo à plena realização do potencial econômico do país. O papel do Estado, como mediador e indutor do desenvolvimento social, segue central nesse processo.

Quem quiser se aprofundar veja a Carta completa em: https://www.ipea.gov.br/cartadeconjuntura/wp-content/uploads/2025/06/250626_cc_67_nota_22_indicadores_mensais_mercado_trabalho.pdf

01/07/2025

NOTAS SOBRE CONJUNTURA E ESTRUTURA ECONÔMICAS BRASILEIRAS - Nota 2 – Demandas, Gastos, Receitas e Dívida Públicos

24 de junho de 2025

 

Esta nota analisa como as finanças públicas — especialmente do Governo Federal — se comportam em 2025, à luz das demandas sociais, da arrecadação e da dívida pública.

Foram utilizados dados constantes do site do Tesouro: https://www.tesourotransparente.gov.br/temas/estatisticas-fiscais-e-planejamento/resultado-do-tesouro-nacional-rtn-conteudos-relacionados

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Conceitos

 

A atividade do Estado, independentemente do modo de produção (Capitalismo ou Socialismo) e da forma de Governo (Monarquia, Parlamentar ou Absolutista; ou República, com as variações que se abordem), é algo crucial para a sociedade. Trata-se da forma de enfrentar, numa perspectiva da apropriação pública ou privada, as demandas dos diferentes segmentos da sociedade, seja quanto à prioridade das que devem ser atendidas, seja de como financiar sua oferta.

Para limitarmos a abordagem do tema nesta Nota, tomaremos o caso da nossa ainda frágil República e, considerando o seu caráter Federativo, focaremos a instância da União, isto é, o Governo Federal, ainda que tenhamos que levar em conta, necessariamente, as divisões de responsabilidade quanto à oferta de bens e serviços entre essa esfera nacional, a estadual e a municipal, bem como as transferências, determinadas pela Constituição, de recursos arrecadados pela esfera nacional para as esferas infranacionais.

As DEMANDAS públicas, aquelas a serem atendidas com oferta pública de bens e serviços, ainda que estes sejam adquiridos ao setor privado, pela esfera de governo que o ofertará, serão objeto de propostas por cidadãos especialistas, movimentos sociais, Partidos Políticos, todos se expressando por meios de comunicação privados (patrocinados pelo setor privado, como canais privados de TV e rádio e plataformas digitais, financiadas pela publicidade ou contribuições de usuários ) ou públicos (financiados pelo setor público das três esferas de governo).

Num segundo nível, essas demandas podem ser submetidas a discussões em Conferências Municipais, Estaduais e Nacional, de periodicidade variável, de modo a se poder estabelecer propostas para o planejamento anual (Orçamentos Anuais das esferas de governo) ou plurianuais (Plano Plurianual de Ações, de quatro anos, previsto na Constituição Federal) ou decenais (a exemplo do Plano Nacional de Educação).

Paralelamente às DEMANDAS, que levam aos GASTOS, a sociedade estabelece formas de financiamento, as RECEITAS e, entre estas, a principal das formas é aquela oriunda do Sistema Tributário Nacional, em que são determinados os tipos de TRIBUTOS, as esferas com competência para instituí-los e administrar sua arrecadação.

É claro que há outras formas de financiamento da oferta pública de bens e serviços como, por exemplo, os dividendos obtidos com as empresas de que participam as três esferas de Governo (exemplos: Petrobras, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Empresas Estaduais ou Municipais de Água e Saneamento etc.).  Lembre-se ainda fontes de menor expressão que as citadas, como multas resultantes de infrações, rendas por período longo decorrentes de direito de exploração, como os das rodovias “privatizadas” etc.

O resultado do confronto, nos orçamentos anuais, por exemplo, entre os GASTOS autorizados pelos Parlamentos de todas as esferas e as RECEITAS, previstas e acompanhadas pelo Ministério da Fazenda, na área federal, e Secretarias de Fazenda ou similares, nas esferas estaduais e municipais, será a ampliação ou a redução da DÍVIDA.

A ampliação da Dívida, movimento mais sujeito ao debate na sociedade, é o resultado da insuficiência dos recursos previstos nos orçamentos anuais, dos tipos citados nos parágrafos anteriores.

Aspecto importante a considerar no “confronto” entre “receitas e gastos” é a consideração do “resultado primário”: o excedente das receitas arrecadadas confrontadas com as despesas realizadas.

Registre-se que as referências, feitas até aqui, a GASTOS decorrentes de DEMANDAS de bens e serviços públicos feitas pela sociedade, não incluem aqueles relativos a DÍVIDAS acumuladas até o ano anterior ao objeto de observação – por exemplo: os gastos com amortizações, juros e outros encargos, realizados em 2025 e relacionados com o saldo da DÍVIDA em 31/12/2024, não são computados no conceito de SUPERAVIT OU DEFICIT PRIMÁRIOS.

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Comportamento das finanças da esfera federal ou nacional, na atual conjuntura brasileira

Em sua Carta de Conjuntura de 10 de junho deste ano, o IPEA abordou o “resultado primário do governo central em maio de 2025”. O Governo Central compreende: o Tesouro Nacional, a Previdência Social e o Banco Central. Essa denominação “Governo Central”, em oposição às outras Unidades da Federação (Estados, Distrito Federal e Municípios), é importante para separar a responsabilidade do mais comumente chamado “Governo Federal”.

O resultado é apresentado pela ótica “acima da linha” (uma alusão à linha que separa a parte inferior da tabela que reúne todas as variáveis), ou seja, pela descrição das receitas e despesas primárias. Estas não incluem as despesas financeiras (amortização, juros e outros encargos com a dívida pública). Podemos dizer que a despesa primária consiste no atendimento das DEMANDAS de bens e serviços públicos pela sociedade. Se a RECEITA for insuficiente para cobrir essas demandas, ou seja, for inferior à DESPESA com aquelas demandas, ocorrerá um DÉFICIT PRIMÁRIO, passando a ser parcialmente financiada com a DÍVIDA.

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Comportamento das Receitas e Despesas na atual conjuntura


Cabe destacar, após essas considerações conceituais, indicadores do comportamento das variáveis principais das finanças federais. Tomemos o período de 12 meses completados em maio deste ano com o de 12 meses completados em maio d 2024.

1. Retirada a inflação do período, o crescimento da Receita Total da esfera federal foi de 6,8%. Pensando-se em impactos para a Federação, as transferências para Estados e Municípios cresceram 9%.

2. Olhando-se a despesa, objeto de tanta preocupação do mercado financeiro (que foca sobretudo aquela parte voltada para a redução da desigualdade alarmante do país), foi registrada uma redução de 6,6%.

3. O tão falado "resultado primário" (receitas menos despesas, excluídas as relacionadas com a dívida pública) foi de R$ 106,1 bilhões.

Cabe perguntar - deixando mais detalhes para a Nota seguinte desta abordagem das variáveis fiscais: onde está a razão para tamanho "terrorismo" em torno das finanças do país? Parece estar nas tentativas de ousar retirar a classe "da cobertura" do conforto de não pagamento mínimo de tributos, conforto desconhecido pelos que vivem no "andar de baixo"!

Síntese, de onde foram extraídos esses dados, está em https://www.ipea.gov.br/cartadeconjuntura/index.php/2025/06/estimativa-preliminar-do-resultado-primario-do-governo-central-em-maio-de-2025/

30/06/2025

NOTAS SOBRE CONJUNTURA E ESTRUTURA ECONÔMICAS BRASILEIRAS - Nota 1 – PIB – Produto Interno Bruto

9 de junho de 2025

Conceitos

O título desta nota contém palavras ouvidas e lidas a cada instante, quando se trata de focar a produção de bens e serviços e distribuição dos resultados da produção entre os indivíduos pertencentes às classes sociais. Estes podem ser proprietárias dos meios de produzir (“capitalistas”) ou membros da força-de-trabalho, os “trabalhadores”, usando-se a divisão já secular das classes sociais. Nas últimas décadas, estes que ofertam a força de trabalho também começaram a representar formas coletivas de propriedade, como cooperativas, ou iniciativas autônomas de organização da produção, não assalariadas.

Exemplos desses temas encontram-se no noticiário sobre o desempenho do PIB (Produto Interno Bruto), que se refere ao resultado, em termos de quantidade e valor de todos os bens e serviços, a cada período. Este pode ser do último trimestre conhecido ou resultado acumulado desde o mesmo trimestre do último ano; ou do comportamento dessa variável ao longo dos anos.

É claro que isto é matéria complexa e cabe exemplificar sobre componentes do PIB, explícitos em seu conceito, simples ou não. Bens e serviços referem-se aos valores de toda a produção nacional no período, mas, num primeiro modo de aferição, apenas aos bens finais, pois não faria sentido, por exemplo, somar os valores da produção de grão de trigo, da farinha deste e dos pães, bolachas, bolos e quaisquer outros produtos derivados da farinha do trigo. Seria “dupla contagem”. Então, em um modo de aferição, se somam os valores dos bens finais – os consumidos pelos indivíduos e famílias, ou seja, os pães, bolachas etc. – além dos chamados bens de capital e até aumento de estoque se ocorrer; ou se somam os acréscimos de valor da produção em cada etapa da cadeia produtiva: o valor do trigo, mais o valor da farinha (subtraído o valor do trigo), mais o valor dos produtos derivados (subtraído o valor da farinha). Essa soma é referida como o valor agregado e é equivalente ao PIB. Um último componente do PIB é a diferença positiva entre as transações com os demais países. Ocorrem neste caso vendas de bens e serviços superiores às compras. Essa é a razão da importância atribuída à expansão dos negócios com outros países; mas é fundamental que as vendas não se limitem a produtos “primários”, ou seja, é preciso que resultem de processos industriais, pois significam mais geração de valor agregado a partir do domínio de tecnologias mais eficientes, pois resultantes de maior educação e mais pesquisas.

O aumento do PIB é a forma como se apresenta o aumento do bem-estar da sociedade, embora se torne indesejável se não for acompanhado de distribuição entre todos os indivíduos e, preferencialmente, de forma a reduzir constantemente a desigualdade existente entre as classes sociais considerados os níveis de renda.

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Comportamento do PIB na atual conjuntura

Com relação ao conceito tomado hoje (5/jun/2025), o PIB, reflete de forma sintética a evolução da economia. Esta palavra foca nas atividades humanas de produção de bens e serviços e corresponde, ao mesmo tempo, a distribuição da renda envolvida: pagamento de salários, de lucros, na forma de dividendos, outras rendas relacionadas com o patrimônio e os impostos.

As últimas informações de que dispomos hoje, produzidas pelo IBGE e IPEA, são as seguintes, destacando-se os indicadores mais significativos, relativos ao primeiro trimestre de 2025. Colocam-se aspas nos textos da Carta de Conjuntura do IPEA, datada de 5 de junho do corrente mês de junho, mas as observações e os grifos são nossos (ver publicação do IPEA em https://www.ipea.gov.br/.../desempenho-do-pib-primeiro.../):

a) “Segundo divulgação do IBGE, o PIB registrou crescimento de 1,4% no primeiro trimestre de 2025 em relação ao trimestre imediatamente anterior, considerando a série dessazonalizada” (observação: “dessazonalizada” significa o tratamento estatístico dos dados mensais que retira os efeitos - como, por exemplo, o das estações do ano - sobre os movimentos comerciais das atividades do turismo).

b) “Mais do que a forte aceleração em relação ao avanço de apenas 0,1% nos últimos três meses do ano passado, esta foi a décima quinta variação positiva seguida na série com ajuste sazonal... Com isso, o crescimento acumulado em quatro trimestres acelerou pelo quarto período consecutivo, aumentando de 3,4% para 3,5%”...

“Embora o cenário macroeconômico brasileiro não tenha sofrido grandes alterações em relação ao final do ano passado, e siga negativamente influenciado pelo ciclo de aperto da política monetária e por incertezas globais, a resiliência do mercado de trabalho, juntamente com o impacto do salário-mínimo, e as transferências públicas de assistência e previdência, mantiveram a demanda doméstica aquecida. Além disso, a forte contribuição positiva da agropecuária, pelo lado da produção, ajuda a explicar a aceleração do ritmo de crescimento do PIB no primeiro trimestre de 2025”.

Esses indicadores sintéticos confirmam a recuperação da economia brasileira que vem sendo observada nos últimos três anos. Recuperação animadora, ainda que lenta, ao mesmo tempo que preocupante, enquanto não acompanhada de medidas redistribuidoras de renda e patrimônio, em razão da baixa representação das classes de renda média e baixa no Congresso Nacional e nas Câmaras Estaduais e Municipais.

20/12/2024

O que fez ontem, dia 19/12/2024, o pior Congresso da História da República?

A sociedade precisa reagir - resta saber como … - contra essa associação repugnante entre: o lado bandido de segmento da imprensa corporativa golpista, incluído o UOL e a maioria de um congresso dominado pelos narcotraficantes, os magnatas do agronegócio e, para não se estender mais, os representantes das igrejas medievais remanescentes do período da Inquisição e da Escravidão

Esses segmentos da sociedade, em busca de destruir nossa democracia, conseguiram a dilapidação do conjunto de medidas que pretendia enfrentar minimamente as mazelas da brutal desigualdade. Mas, uma parte da revolta, provocada pela postura do Congresso, decorre de a culpa ser atribuída ao Ministro Haddad, ao Presidente Lula e ao Governo em geralCitei o UOL porque foi lá que li.

A destruição do conjunto de medidas começou antes do envio ao Congresso, com a chantagem, usando ameaças de não aprovar nada, baseadas no desrespeito às decisões do STF contra as ilegalidades e a falta de transparência do “orçamento secreto”. 

ANISTIA? NEM A PAU!

16/08/2023

PRESENTE E FUTURO – 11 – Direitos Sociais de Volta - Lazer

 

Venho publicando neste blog[1] uma série de artigos dedicados aos 11 direitos sociais mencionados no artigo 6º da Constituição Federal. Dois artigos, anteriores aos destinados a tratar de cada um dos direitos, abordaram a conjuntura política e de atuação do Estado brasileiro nos anos de 2022-23 e mecanismos de participação de inúmeros segmentos da sociedade em Conselhos e órgãos assemelhados, destroçados no início do governo da frente de direita, em 2019. Eram órgãos destinados à formulação, acompanhamento da execução e avaliação de políticas públicas.

Este artigo, relativo ao lazer, é dedicado ao décimo primeiro direito, dentre os presentes no artigo 6º da Constituição brasileira de 1988. Os artigos foram publicados no blog, colocando-se entre os primeiros os que exigem ações mais urgentes: 1 – Alimentação; 2 – Habitação; 3 – Assistência aos Desamparados; 4 – Trabalho; 5 – Saúde; 6 – Educação; 7 – Proteção à Maternidade e à Infância; 8 – Previdência Social; 9 – Transporte; 10 – Segurança; e 11 – Lazer.

Registre-se que, na Roma antiga, circulava a expressão “panem et circenses” (com algumas traduções encontradas ao longo dos séculos: “pão e circo”, “pão e jogos de circos”; “pão e palhaços” etc.), ou seja, alimentação e lazer, o primeiro e o último dos da lista aqui abordada. O autor da expressão foi o poeta romano Juvenal que, em suas “Sátiras”, sintetizou criticamente a limitação das exigências do povo aos poderosos que, com tão pouco, mantinham-se no poder. Hoje, a premência da volta desses direitos ocorre porque as carências absolutas e a desigualdade na distribuição deles, além de crescentes ao longo do tempo, em razão do modo capitalista de produção, foi agravada pelo período de governo fascista e seus retrocessos, após o golpe de Estado realizado em 2016.

É natural que comecemos a tratar do lazer registrando todas as experiências que o senso comum vê nos significados dessa palavra e de seus determinantes: intervalo no trabalho, descanso, repouso, recompensa, reconstituição de forças e ânimo etc. Pensando-se em atividades compreendidas pelo usufruto do lazer, temos: diversões, esportes, viagens, prática de jogos, apreciação de produtos da arte – pintura, escultura, artesanato, cinema, teatro, leitura de romance, poesia e outros estilos literários. Enfim, trata-se de enorme diversidade de formas de participação na construção da cultura do país, mas, também, fonte de espaços de acumulação de capital, por ser transformada numa típica atividade de “consumo”, expressão muito utilizada pela Ciência Econômica para indicar fruição dos bens e serviços pelos cidadãos, individual ou coletivamente.

Sobre a amplitude das produções sociais destinadas ao lazer, podem ser lembradas as formas de produção para o deleite das pessoas, criadas ao longo dos tempos: música  (som); artes cênicas  – teatro/dança/coreografia – (movimento); pintura (cor); escultura (volume); arquitetura (espaço); literatura (palavra); cinema (audiovisual contendo artes anteriores como a música para trilha sonora, artes cênicas para dublagem e captura de movimentos, pintura, escultura e arquitetura para o design, e literatura para roteiros); fotografia; história em quadrinhos; videogames; arte digital (integra artes gráficas computadorizadas 2D, 3D e programação).[2]

Diferentemente da perspectiva aqui adotada a de direito conquistado pela luta política –, Bernardo Lazary Cheibub[3] procurou mostrar a modalidade de turismo que ele identificou, denominada como "turismo social", como "instrumento de poder e tentativa de controle por parte do Estado, das grandes instituições e das autoridades religiosas e burguesas, seja como atividade econômica, seja como experiência sociocultural" (p. 1).

O autor constata a oferta de oportunidades de acesso ao turismo por parte das pessoas que teriam escassa ou nenhuma possibilidade de vivenciá-lo, em razão de sua insuficiente capacidade de aquisição de bens e serviços no mercado; a partir de então, o autor procura identificar as motivações para essas ações (..."o que está por trás das ações ..." dessas instituições.) [4]

De fato, ocorrem duas evoluções. Por um lado, a expansão do capital levou à identificação de nichos de produção e lucratividade na oferta de serviços, os mais diversos, ao segmento da população com poder de compra para tal. O caso do turismo é bem característico, pelas articulações entre as atividades de hotelaria, transportes, entretenimento, produção cultural, guia de visitas a monumentos, parques e assim por diante. De outro lado, existe a demanda pela oferta pública de oportunidades de lazer, por meio de infraestruturas caracterizadas como "bens públicos", tais como parques, praças, estádios construídos e mantidos por órgãos públicos, espetáculos subsidiados e outros produtos de políticas públicas.

Exemplo de demandas de segmentos da sociedade no sentido de criação ou expansão de ações do Estado é a campanha, iniciada em 2004, em Recife, pela inclusão de surdos nas atividades culturais, por meio de legendas. A campanha foi lançada no CINE-PE – Festival de Audiovisual 2004[5].

 

 

As despesas com lazer da Pesquisa de Orçamentos Familiares (2017-18)

 

É importante trazer também ao leitor, interessado em refletir sobre o tema, informações produzidas pelo IBGE em sua “Pesquisa de Orçamentos Familiares – POF (2017-18), destinada, entre outras finalidades, a ponderar os aumentos de preços em pesquisas sobre inflação.

Tomemos o dado “Despesa monetária e não monetária per capita mensal com lazer e viagens esporádicas de lazer (R$)”. É importante considerar que, nos anos de 2017 e 2018, período a que se refere a pesquisa POF, o valor médio do Salário-Mínimo foi R$ 956,00:

a)      o total das duas categorias, no Brasil, foi de R$ 53,93; a distribuição desse valor, entre o meio rural e o urbano, mostra que no primeiro, apenas são gastos 4,7% da despesa total per capita mensal; tomadas as regiões, a distribuição do valor médio em Reais é, conforme esperado, muito injusta: 29,42 no Sudeste e 2,33, no Norte, tendo sido, no Nordeste, somente 8,36;

b)      do total de R$ 53,93, nas duas categorias, 34,41 foram gastos por brancos e 18,35 por pretos e pardos;

c)      os homens gastaram R$ 35,80 e as mulheres, R$ 18,12;

d)      as pessoas com ensino superior completo, gastaram R$ 27,08, aquelas com ensino médio completo, 11,52, e os demais dedicaram valores médios mensais variando de 1,07 (sem instrução) a 7,49 (com ensino fundamental incompleto);

e)      quanto à ocupação e formalização em relação a essa ocupação, verificou-se que os extremos estavam entre os que tinham carteira assinada (13,00), e os empregados domésticos (1,04);

f)       quanto à composição da família, o lazer e as viagens esporádicas para essa atividade, os gastos foram os maiores naquelas com mais de um adulto e sem criança (19,81), tendo sido o menor valor nos casos de família composta por apenas um adulto com pelo menos uma criança.

Na mesma pesquisa, o IBGE, ao subdividir as categorias lazer e viagens esporádicas de lazer, permitiu o melhor conhecimento da natureza do lazer nos diversos estratos considerados no parágrafo acima.

As atividades de lazer consideradas foram:

1.      eventos culturais, esportivos e recreação;

2.      leitura, brinquedos e jogos.

Quanto às viagens esporádicas de lazer, o desdobramento das despesas foi em:

1.      alimentação, transporte e hospedagem; e

2.      passeios e eventos, pacotes turísticos nacionais e internacionais; ou seja, o lazer propriamente dito.

Vejamos uma síntese, em % do total da despesa per capita de cada grupo destacado.

No Brasil:

a)      53% foram destinados a “alimentação, transporte e hospedagem” nas viagens de lazer; considerando-se o objetivo das viagens – o lazer, nas atividades culturais, esportivas, conhecimento de outra sociedade etc. – esse percentual, convenhamos, é muito alto;

b)      19% foram para “passeios e eventos, pacotes turísticos nacionais e internacionais”;

c)      18% foram para “eventos culturais, esportivos e recreação”; e

d)      10% foram para “leitura, brinquedos e jogos”.

Examinando-se as regiões, os destaques, quanto a desigualdades, são esperados:

a)      mais da metade da despesa monetária per capita, nas várias categorias, foi realizada pela população do Sudeste, comparada com os menos de 5% no Norte;

b)      de certo modo, surpreende a proximidade dos valores percentuais em relação ao total do País, do Nordeste (15,5%) e do Sul (16,3%);

c)      tomando-se as percentagens no total, do País, da despesa per capita com lazer, e observando-se as regiões em que elas se realizam, são alarmantes as disparidades entre o Norte e o Sudeste, quanto ao lazer com eventos culturais, esportivos e recreação, mas, sobretudo, quanto à leitura, brinquedos e jogos;

d)      do ponto de vista do sexo, o masculino se apropria de dois terços da despesa per capita, do conjunto das categorias de lazer;

e)      a distância entre os que não têm instrução e os que completaram o ensino superior, também no conjunto das categorias de lazer, é enorme: um para 25!

f)       mais de um adulto na família leva a que, nessa situação, esses adultos usufruam de dois terços da despesa per capita, do conjunto das categorias consideradas.

 

Outros direitos sociais inscritos na Constituição

 

Outros direitos sociais estão presentes na Constituição, além dos mencionados no artigo 6º, ou se acrescentaram por meio de Emendas ao texto original, sendo importante sua abordagem em outra série de artigos:

a)      direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional;

b)      práticas desportivas, formais e não formais;

c)      direito à informação sobre a participação das diferentes classes de cidadãos na determinação dos rumos da sociedade;

d)      direito ao meio ambiente saudável.

No caso dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, recorramos ao próprio texto constitucional de 1988 – artigos 215 e 216, transcrevendo-se o primeiro, a seguir:

 Art. 215. O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais.

§ 1º O Estado protegerá as manifestações das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, e das de outros grupos participantes do processo civilizatório nacional.

§ 2º A lei disporá sobre a fixação de datas comemorativas de alta significação para os diferentes segmentos étnicos nacionais.

§ 3º A lei estabelecerá o Plano Nacional de Cultura, de duração plurianual, visando ao desenvolvimento cultural do País e à integração das ações do poder público que conduzem à: (Incluído, juntamente com os incisos a seguir, pela Emenda Constitucional nº 48, de 2005):

I - defesa e valorização do patrimônio cultural brasileiro;

II - produção, promoção e difusão de bens culturais;

III - formação de pessoal qualificado para a gestão da cultura em suas múltiplas dimensões;

IV - democratização do acesso aos bens de cultura; 

V - valorização da diversidade étnica e regional.


O direito social às práticas desportivas, formais e não formais, consta, desde 1988, do artigo 217: 

É dever do Estado fomentar práticas desportivas formais e não formais, como direito de cada um, observados:

I - a autonomia das entidades desportivas dirigentes e associações, quanto a sua organização e funcionamento;

II - a destinação de recursos públicos para a promoção prioritária do desporto educacional e, em casos específicos, para a do desporto de alto rendimento;

III - o tratamento diferenciado para o desporto profissional e o não profissional;

IV - a proteção e o incentivo às manifestações desportivas de criação nacional.

Na elaboração deste artigo, destacou-se como um roteiro importante na compreensão do direito social ao lazer no Brasil o trabalho de CHEIBUB ([6]). É significativa esta síntese do autor:

É importante para o campo de estudos do lazer avaliar não somente as condições materiais, espaciais e formativo-profissionais das ações do Estado e suas intencionalidades, mas também a falta de ações e, por conseguinte, a mobilização popular por conta dessa ausência ou da ineficiência de suas políticas. O lazer está vinculado ao cotidiano e à relação de sociabilidade entre os sujeitos. Sendo assim, mesmo com possíveis ausências de atuação estatal na concretização de políticas sociais, o lazer acontece, persiste, resiste e abrolha onde menos se espera, onde menos se recebem apoio, incentivo e recursos, à margem do lazer enquanto direito social.


O lazer, a criança e o adolescente

 

Ocorre também na literatura sobre criança e adolescente, a associação de dois direitos, dentre os mencionados: a cultura e o lazer[7]. Registre-se aqui a seguinte síntese de publicação da Fundação Abrinq[8]:

A Constituição Federal, em seus artigos 6º e 215, reconhece a todos os brasileiros o direito à cultura e ao lazer. Essas garantias visam assegurar uma melhor qualidade de vida e o pleno desenvolvimento pessoal e social dos cidadãos. Entretanto, grande parte dos municípios brasileiros não possuem equipamentos esportivos e centros culturais disponíveis à população, o que dificulta o pleno acesso aos direitos constitucionais citados. A falta de espaços seguros e protegidos para a prática de atividades culturais e de lazer restringe o convívio entre diferentes grupos sociais, prática necessária para o desenvolvimento da tolerância e cultura de paz; expõe crianças e adolescentes ao risco de violações de direitos; dificulta a ampliação do repertório cultural e a possibilidade de manifestação de produções culturais próprias ou referentes às tradições comunitárias, regionais, religiosas e étnicas. (Fundação ABRINQ[9]).

Ao concluir as reflexões sobre os 11 direitos sociais, previstos na Constituição Brasileira, o autor desta série de pequenos artigos sente-se compensado pelo interesse pelas suas reflexões de que vem tomando conhecimento por meio de acessos computados na divulgação do blog. Ao mesmo tempo em que atribui esse interesse ao imenso valor desses direitos para a sociedade.


Agradecimentos: o autor agradece a leitura atenta à primeira versão deste artigo feita pelos professores Maria Isabel Pedrosa e João Carvalho.

Recife, agosto de 2023.

Ivo V. Pedrosa

https://ivopedrosa.academia.edu/


[1] https://brasilcomdemocracia.blogspot.com/

[2] Paulo Varella. "A sétima arte; por que o cinema tem este nome?" Em 15 de maio de 2020. Disponível em: https://arteref.com/cinema/a-setima-arte-por-que-o-cinema-tem-este-nome/

[3] CHEIBUB, Bernardo Lazary. Notas históricas sobre o turismo social desenvolvido no Brasil e na Europa Ocidental: ideologias, intenções e características. Trabalho apresentado no XXVII Simpósio Nacional de História - Conhecimento histórico e diálogo social - Associação Nacional de História - Brasil. Natal, em 22 a 26 de julho de 2013.

[4] "Neste artigo, tentarei refletir sobre o que está por detrás das ações envolvendo a experiência turística oportunizada em diversos momentos e por diferentes instituições na Europa Ocidental e no Brasil; de maneira geral, quais são suas intenções ao oferecerem e facilitarem o acesso ao turismo para pessoas que teriam escassa ou nenhuma possibilidade de vivenciá-lo, prática intitulada majoritariamente de turismo social”.

[5] http://legendanacional.com.br

A campanha tem uma camisa em que consta, na frente, a frase "Legenda para quem não ouve, mas se emociona" e, nas costas, a frase "Direito ao lazer faz parte da cidadania".

[6] CHEIBUB, Bernardo Lazary. As contribuições da produção científica para o entendimento do lazer como direito social. (Capítulo 11). In: GOMES, Christianne Luce; Isayama, Hélder Ferreira (Orgs.). O Direito ao Lazer no Brasil. Campinas, Autores Associados, 2015. Disponível em:

https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/236510/direito%20social%20-%20miolo%20-%20final.pdf?sequence=1&isAllowed=y. Acesso em 18/07/2023.

[7] Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. (Redação dada Pela Emenda Constitucional nº 65, de 2010).

[8] “A Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança e do Adolescente, ou simplesmente Fundação Abrinq (https://www.fadc.org.br/), é uma fundação de direito privado, sem fins lucrativos, constituída em 13 de fevereiro de 1990 – ano da promulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente – com o objetivo de mobilizar a sociedade para questões relacionadas aos direitos da infância e da adolescência, tanto por meio de ações, programas e projetos, como por meio do estímulo ao fortalecimento de políticas públicas de garantia à infância e adolescência” (Wikipedia: https://pt.wikipedia.org/wiki/Funda%C3%A7%C3%A3o_Abrinq).